Dor e peso no baixo ventre
Piora ao longo do dia, ao ficar muito tempo em pé ou sentada, e alivia parcialmente ao deitar.
Área de expertise
Veias dilatadas dentro da pelve — ao redor do útero e dos ovários — que retêm sangue e provocam dor crônica no baixo ventre, peso que piora ao final do dia e dor durante a relação. É a chamada Síndrome da Congestão Pélvica, uma causa vascular frequentemente esquecida da dor pélvica feminina.
Mais de 15 anos dedicados especificamente ao diagnóstico e ao tratamento das doenças venosas da pelve, com Doppler Vascular realizado pelo próprio cirurgião vascular.

Sintomas
Os sintomas costumam ser atribuídos a outras causas por anos. Reconhecer o padrão venoso é o que muda o rumo do tratamento.
Piora ao longo do dia, ao ficar muito tempo em pé ou sentada, e alivia parcialmente ao deitar.
A dispareunia profunda é um dos sinais mais característicos — e um dos menos investigados do ponto de vista vascular.
A variação hormonal aumenta a dilatação venosa e intensifica os sintomas nos dias que antecedem a menstruação.
Veias visíveis em nádegas, região genital ou face interna das coxas, que sugerem refluxo vindo da pelve.

Por que acontece
As veias da pelve possuem válvulas que direcionam o sangue para cima. Quando essas válvulas falham — por gestações, predisposição familiar, alterações hormonais ou longos períodos em pé — o sangue reflui e se acumula, dilatando o plexo venoso ao redor do útero e dos ovários.
Em parte dos casos existe ainda um fator mecânico: a compressão de uma veia importante do abdome, como na Síndrome de May-Thurner, que obriga o sangue a buscar caminhos alternativos pela pelve.
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O exame é indolor, sem radiação e mostra o fluxo em tempo real: onde existe refluxo, qual o calibre das veias comprometidas e se há compressão associada. Quem examina é quem vai tratar — e isso muda a precisão do plano terapêutico.
Quando necessário, o estudo é complementado por AngioTC ou angiorressonância venosa.
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Tratamento
Nenhum tratamento começa antes de o refluxo estar mapeado e as outras causas de dor pélvica estarem consideradas.
O tratamento é dirigido às veias insuficientes e, quando existe compressão venosa associada, ao fator mecânico que a mantém.
Insuficiência venosa é condição crônica: acompanhamento periódico, medidas conservadoras e reavaliação por Doppler preservam o ganho obtido.
Perguntas frequentes
São veias dilatadas e insuficientes dentro da pelve — ao redor do útero, dos ovários e da bexiga. O sangue que deveria subir em direção ao coração reflui e se acumula, dilatando essas veias. Quando esse acúmulo passa a provocar sintomas, o quadro é chamado de Síndrome da Congestão Pélvica.
Na prática, sim: varizes uterinas é o termo popular para as veias dilatadas do plexo uterino, que fazem parte do mesmo sistema venoso pélvico. O laudo do exame pode citar veias ovarianas, plexo uterovaginal ou veias parametriais — todas fazem parte do mesmo quadro.
Dor ou peso no baixo ventre que piora ao longo do dia e ao ficar muito tempo em pé; dor que aumenta no período pré-menstrual; dor durante ou após a relação sexual (dispareunia); sensação de inchaço abdominal; varizes atípicas em nádegas, região genital ou face interna das coxas; e, em alguns casos, urgência urinária.
Têm tratamento eficaz. Quando a causa venosa é corretamente identificada, o tratamento reduz de forma significativa (e muitas vezes elimina) a dor. O acompanhamento a longo prazo é o que mantém o resultado, porque a insuficiência venosa é uma condição crônica.
Começa por uma consulta atenta à história dos sintomas e é confirmado com Doppler Vascular realizado pelo próprio cirurgião vascular. Em casos selecionados, complementamos com AngioTC ou angiorressonância para avaliar compressões venosas, como a Síndrome de May-Thurner.
Mulheres em idade fértil, especialmente entre 20 e 50 anos, com uma ou mais gestações prévias, história familiar de varizes, trabalho prolongado em pé e alterações hormonais. Ainda assim, o quadro pode ocorrer em mulheres sem gestação prévia.
Se você convive há anos com dor pélvica sem diagnóstico definido, uma avaliação vascular dedicada pode mudar a história do seu tratamento.